Dom Bosco e os jovens

P. Orestes Carlinhos Fistarol

Em  julho de 1846, Dom Bosco quase morreu, vitima por uma grave doença. Desenho de Nino Musio – Elledici

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dom Bosco, quando jovem sacerdote, recuperou-se miraculosamente de uma doença mortal, graças às orações de seus jovens, que não se resignavam a perdê-lo. Recuperado, ele fez questão de agradecer lhes pelas preces: “A vocês devo a recuperação e a vida. Por vocês darei toda minha energia até o último respiro”.

Musio, DBosco, c028

Recuperado de uma doença que parecia mortal, Dom Bosco é festejado pelos oratorianos de Valdocco. Desenho de Nino Musio – Elledici

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E assim fez. Sobre o leito de morte, mais de quarenta anos depois, seu pensamento era ainda para eles: “Aguardo-vos todos no paraíso”. Dom Bosco não se imaginava sem os jovens. Nem mesmo no Paraíso. Quando se quer bem de verdade, não se põem reservas ou limites.

O verdadeiro amor tem seus sinais, seus dons. E o maior dom, indiscutivelmente, é a vida: energias, inteligência, trabalho, noites e dias consumidos por amor. Não só palavras, mas atitudes, ações.

É ainda Dom Bosco que fala aos salesianos: “Não basta querer bem, é preciso que os jovens percebam que são amados…”, no decorrer de todos os dias. Por eles e com eles compartilhar sonhos e esperanças, ouvir, acompanhar, consolar, despertar, encorajar… “Por vós estudo, por vós rezo, por vós me afadigo…” confidenciou certo dia Dom Bosco num comovente diálogo com os jovens.

E os jovens correspondiam à sua dedicação com a proximidade e o afeto. E cresciam honestos cidadãos e bons cristãos. Dom Bosco afirmava que a educação é coisa do coração, síntese de sabedoria pedagógica, apontando a mais eficaz estratégia de sucesso educativo.

Tudo pode servir, mas se não houver coração, corre-se o risco de que fiquem adormecidos os melhores propósitos e desapareçam os laços que caracterizam os seres humanos. Construir-se-á perfeitas máquinas; não, porém, o ser humano potencial que existe em cada indivíduo.

Que a celebração dos 127 anos do falecimento de Dom Bosco, dentro do ano do bicentenário de seu nascimento, possa levar a Família Salesiana a contemplar o passado com gratidão, a viver o presente com confiança e a sonhar o futuro da missão salesiana pautado pelo serviço humilde e generoso com e para os jovens.

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